Cruzeiro no Canal do Panamá: colonizadores, nativos e piratas em Cartagena (Colombia)

Depois de dois dias no mar estávamos todos ansiosos por desembarcar em Cartagena, Colômbia (ou Cartagena das Índias, como dizem os mais conservadores). Tivemos sorte, porque o dia estava lindo, com poucas nuvens. O navio atracou no começo da manhã. Tomamos café vendo a cidade se aproximar lentamente em meio a um mar calmo manchado com várias tonalidades de verde e azul. Ao fundo, uma surpreendente cidade, mistura de arquitetura moderna e colonial.

Nesta primeira parada tivemos que aprender como é o desembarque. Como este navio é uma parte flutuante de solo estadunidense, sair dele exige alfândega na ida e na volta. Tudo funciona como a passagem por um aeroporto… acaba sendo meio chato, mas todos compreendem a necessidade de inspeção. O jeito é se organizar e ter paciência.

Cartagena, Colombia

Cartagena, Colombia

Ao descer experimentamos a ótima sensação de andar calmamente em terra firme, e também sentimos novas dificuldades… é engraçado como todos se balançam um pouco nos primeiros passos, já que estávamos adaptados ao suave movimento do navio.
Optamos por visitar a Ciudad Amurallada, área histórica que em 1984 foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Durante muito tempo aquelas imensas muralhas de pedra protegeram a cidade dos ataques piratas, e ainda permanecem no lugar, desafiando o tempo e contando uma das partes mais sangrentas da história das Américas. A junção de colonizadores espanhóis, piratas e nativos (a cultura Monsú era a mais desenvolvida na região) transportou-nos para um espaço mágico, repleto de histórias de conspirações, conquistas e retomadas, que parece saído de um filme (lembramos de ‘La Quemada”, com Marlon Brando, ‘A Missão’, com Robert de Niro, e alguém disse o novo ‘Piratas do Caribe’, com Johnny Depp, vai ser rodado ali)… Nos museus, cheios de mapas antigos e de maquetes (inclusive ilustrando batalhas), se sucedem as histórias de heroísmo da resistência nativa, e de Sir Francis Drake, o mais famoso dos corsários.

Primeiro fizemos um tour de ônibus pela cidade. Além de entender um pouco o local e ver a arquitetura mais recente, queríamos ir à casa de Gabriel Garcia Marques, mas o guia disse que estava fechada, e nos contentamos em olhar por fora. Depois fomos para a área antiga e percorremos as ruas estreitas em um misto de charrete/carruagem, ouvindo o cocheiro comentar a história das ruas. Paramos para visitar o Castelo de San Felipe de Barajas e o Palácio da Inquisição, e tirar fotografias na Torre do Relógio e nos canhões que, apontados para o mar, ainda parecem a postos.

A música animada, as mulheres com trajes tradicionais e as lojas supercoloridas da área central nos atraíram. Tivemos um pouco de problema com os ambulantes nas ruas, que são muito insistentes, mas nada com que um brasileiro não tenha lidado antes.

Ao zarparmos, no início da noite, ficamos observando a baía de Cartagena. Enquanto nos afastávamos a cidade brilhava, justificando seu título de ‘jóia do Caribe colombiano’, e nos chamando para voltar.

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